ALGUNS DOS PRINCIPAIS PROBLEMAS AMBIENTAIS DO MUNICÍPIO DE ITAPERUNA:

· Falta de saneamento básico, incluindo falta de tratamento de esgoto. Aproximadamente 98% do esgoto doméstico é jogado in natura nos córregos e no rio Muriaé. Em grande parte da cidade a rede de esgoto se mistura com a rede de águas pluviais;

· Fiscalização deficiente, falta de legislação municipal;

· Desmatamento intenso. A região é uma das áreas mais desmatadas do estado do Rio de Janeiro devido, no passado, ao cultivo de café e posteriormente à pecuária extensiva sem monitoramento ambiental;

· A Secretaria Municipal de Meio Ambiente recém criada, carente de mão de obra qualificada e sem aparelhamento adequado;

· Não existe uma política municipal de educação ambiental;

· Poluição sonora de carros de som. Carros de propaganda volante circulam sem fiscalização e sem controle por toda a cidade em qualquer horário;

· Poluição visual incluindo a poluição da imagem do Cristo Redentor, a segunda maior do Brasil;

· Carência de áreas de lazer, parques florestais e horto florestal. Grande parte das áreas públicas foram cedidas para igrejas e outras instituições descomprometidas com a preservação ambiental;

· Falta de ciclovia e trânsito caóticos. A cidade é cortada por uma rodovia a BR 356 o que tem causado intensa poluição sonora, do ar, visual além de causar freqüentes acidentes;

· Falta de planejamento urbano;

· Queimadas são realizadas indiscriminadamente durante o período das secas;

· A única unidade de fiscalização ambiental no município é do IBAMA, mas só tem um funcionário, não dispõe sequer de um veículo e fiscais;

· SERLA, FEEMA, IEF E BATALHÃO FLORESTAL ficam distantes a mais de 100km;

· Uso indiscriminado de agrotóxicos e plantios em áreas impróprias. O plantio do tomate é um exemplo típico em nossa região. Esta cultura é normalmente feita próximo de mananciais hídricos e faz uso intenso de agrotóxicos;

· É também muito comum a exploração de recursos minerais, pedras, areias, areola, barro, sem controle dos órgãos competentes e sem os registros necessários;

· É prática corriqueira a pesca predatória com tarrafas, paris, explosivos e pesca em época de defeso. Inexiste escada de peixes no distrito de Venâncio junto a usina hidroelétrica o que impede a migração dos peixes para reprodução;

· A prefeitura e demais órgãos fazem 'vista grossa' para uiosques e lanchonete sem banheiros e os que possuem despejam seus esgotos in natura no rio, a céu aberto;

· Aos sábados ocorre a feira livre com bancas insalubres e em local impróprio;

· O lixo da cidade é descartado de forma irregular em LIXÃO;