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foram os cafezais. O café chegou à região de Itaperuna
em 1836, trazido de Macaé, pelos desbravadores José de Lannes
Dantas Brandão e José Ferreira César, os quais foram
também os primeiros a plantá-lo.
"A agricultura se iniciou, no Município, com a vinda dos desbravadores.
Eles iam derrubando as matas, e cultivando as terras, quer para manter
o seu domínio sobre as terras descobertas, quer para, com o seu
produto, poderem se manter, a sua família e os seus empregados".
(A Terra da Promissão, Major Porphirio Henriques, pág 245).
O processo de dominação da terra envolvia seu descobrimento
em sentido duplo. Primeiro, o descobrimento como localização
da área, e segundo, o descobrimento da terra através da
devastação da cobertura vegetal nativa. Assim, pela destruição
o homem marcava sua presença. Prática ainda utilizada hoje
na Amazônia e em várias outras importantes áreas do
Brasil que deveriam ser mais bem preservadas.
O café trouxe riquezas, mas trouxe também muitos problemas
ambientais. É curioso observar que, com menos de 40 anos de início
do plantio, efeitos maléficos da cultura já podiam ser observados.
Em 1860 surgiu o primeiro ataque de pragas em grande escala. Em 1876 já
havia cafezais abandonados.
O plantio de café promoveu uma intensa devastação
da Mata Atlântica, então existente na Região Noroeste
Fluminense e parte da Zona da Mata mineira. Itaperuna chegou a ser o município
de maior produção mundial de café durante a década
de 1920. Trata-se realmente de um caso de desenvolvimento, mas não
sustentável, que deve servir de exemplo para o presente e o futuro.
No final da década de vinte e início
da década de trinta, com a crise mundial do café, os cafezais
tiveram que ser queimados por ordem do governo federal e foram praticamente
extintos. Suas áreas passaram então a ser transformadas
em lavouras de algodão e posteriormente em pastagens.
Veio a época da criação de gado através da
pecuária extensiva. O boi de corte e o leite passaram a ser a "vocação"
regional. Muitos empregos foram gerados e o homem continuou fixado ao
campo. Mas, como na época do café, a destruição
da Mata Atlântica continuava com a exploração de madeira
e com a abertura de novas pastagens. A água parecia não
ter fim, assim como a floresta e toda a vida silvestre nela contida. Pura
ilusão. É fácil encontrar locais de onde brotava
água e, hoje, nem sinal dela...
Os donos das terras, os fazendeiros de outrora, com seus comportamentos
tipicamente extrativistas, não se dedicavam à preservação,
somente à exploração daquilo que a terra produzia.
Esse comportamento ainda hoje é seguido por alguns proprietários
de terra. Embora este quadro já esteja mudando, isso acontece,
na maioria das vezes, muito mais por razões eminentemente econômicas
que por visões mais adiantadas de preservação.
No final da década de vinte e início
da década de trinta, com a crise mundial do café, os cafezais
tiveram que ser queimados por ordem do governo federal e foram praticamente
extintos. Suas áreas passaram então a ser transformadas
em lavouras de algodão e posteriormente em pastagens.
Veio a época da criação de gado através da
pecuária extensiva. O boi de corte e o leite passaram a ser a "vocação"
regional. Muitos empregos foram gerados e o homem continuou fixado ao
campo. Mas, como na época do café, a destruição
da Mata Atlântica continuava com a exploração de madeira
e com a abertura de novas pastagens. A água parecia não
ter fim, assim como a floresta e toda a vida silvestre nela contida. Pura
ilusão. É fácil encontrar locais de onde brotava
água e, hoje, nem sinal dela...
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Os donos das terras, os fazendeiros de
outrora, com seus comportamentos tipicamente extrativistas, não
se dedicavam à preservação, somente à exploração
daquilo que a terra produzia. Esse comportamento ainda hoje é seguido
por alguns proprietários de terra. Embora este quadro já
esteja mudando, isso acontece, na maioria das vezes, muito mais por razões
eminentemente econômicas que por visões mais adiantadas de
preservação.
A "paixão" pelo leite,
junto com a ganância, a falta de sensibilidade e a ignorância,
não exatamente nesta ordem, estimulavam cada vez mais a destruição
da natureza. Hoje, não se pode mais justificar estes atos destrutivos
pela ignorância. Todos somos cientes do estado de degradação
ambiental pelo qual estamos passando. Além disto, com a carinhosamente
denominada "Lei de Crimes Ambientais" (Lei Federal número
9605, de 12 de fevereiro de 1998) as atividades agressoras ao meio ambiente
passaram a constituir crime. Informação que também
é de domínio público através dos meios de
comunicação e de campanhas de ambientalistas, além
da tímida divulgação nas escolas, que deveriam investir
muito mais em educação ambiental.
E hoje nos perguntamos:
· Para onde foi toda esta "riqueza" obtida com a venda
do café produzido?
· Para onde foi a "riqueza" obtida com toda a madeira
comercializada?
· Para onde, Meu Deus, foi nossa Mata Atlântica?
· Para onde foram os animais selvagens? Os canários- da-
terra?
· Para onde foram os índios Puris - habitantes nativos e
verdadeiros "donos" das terras e protetores de toda esta região?
· Para onde foram aqueles que adoravam estas terras e encontravam
nelas seus deuses?
· Será que, de tudo isto, restou pelo menos um pouquinho
da alma de nossos índios dentro de nós? Dentro dos nossos
corações?...
O fato é que viraram o século e o milênio. Quem preservou
suas matas e fontes de água poderá estar revitalizando seu
investimento em agricultura, montando seu negócio em turismo rural,
preservando o meio ambiente, e investindo em atividades ecologicamente
corretas. Enquanto isto, o anteriormente "coronel de terras"
está vendendo suas fazendas.

Nossa Mata Atlântica I
Cobertura vegetal original do Estado do Rio de Janeiro.
A Mata Atlântica, na época
do descobrimento do Brasil, cobria 17 estados brasileiros e 97% da área
do Estado do Rio de Janeiro.

Nossa mata atlântica II
Cobertura vegetal atual do Estado do Rio de Janeiro
Ano Percentagem Observações(ARRUMAR)
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