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Reflorestamento
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O que significa reflorestar Campos e Bom Jesus do Itabapoana são municípios estratégicos nos planos da Aracruz Celulose para as regiões Norte e Noroeste do Estado. Embora a empresa ainda não tenha definido a localização das plantações de eucalipto - o que dependerá, em grande parte, do interesse das prefeituras e dos produtores rurais - já se sabe que as duas cidades serão pontos de armazenagem e embarque da madeira produzida nas suas respectivas regiões. O produto será transportado por via férrea a partir desses municípios, até o parque industrial de produção de celulose localizado em Barra do Riacho, no município de Aracruz, no Espírito Santo. A Aracruz também pretende criar uma alternativa de transporte
marítimo, construindo seu próprio terminal, como fez no
Espírito Santo, ou aproveitando uma estrutura já existente.
A empresa produz 40 milhões de mudas de eucalipto por ano Para o secretário de Indústria, Comércio e Turismo de Campos, Fábio Paes, que também integrou a comitiva, a proposta da Aracruz não pode ser rejeitada por medo do novo. "Não devemos cometer os mesmos erros do passado, quando rejeitamos investimentos por desconhecimento. O investimento florestal pode culminar em muitos benefícios para a região, e nós não podemos rejeitá-lo por medo do novo", observou. A decisão da Aracruz em implantar florestas renováveis no Rio de Janeiro foi antecipada em função da aprovação da Lei nº 252/01, do Espírito Santo, que proíbe o plantio de novas áreas de eucalipto para fins de produção de celulose por tempo indeterminado, até que seja feito um zoneamento agroecológico em todo o estado.Alguns ambientalistas condenam a cultura do eucalipto, alegando que ela afasta a fauna, não permite o crescimento de outras espécies vegetais, esgota a água do solo, entre outros males. A Aracruz rebate essas acusações com as conclusões resultantes do Projeto Microbacia, um laboratório ao ar livre voltado para o estudo do eucalipto. De acordo com as pesquisas da empresa, a biodiversidade de uma floresta de eucalipto é bastante elevada, considerando tratar-se de uma cultura agrícola. Os pesquisadores concluíram, ainda, que o eucalipto possui um ótimo aproveitamento da água e que repõe material orgânico no solo, recuperando terras degradadas.
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Alguns programas ambientais chamados de reflorestamento, como alguns
dos desenvolvidos e executados pela ONG Puris de Ecologia em parceria
com a comunidade, são feitos com finalidade educativa. Como nos
detemos em programas de plantio em pequena escala, preferimos denominar
estes trabalhos de programas de "plantio de árvores". Entretanto, ao contrário de estar plantando árvores ou preservando as florestas existentes, o Estado do Rio de Janeiro tem sido o campeão do desmatamento da Mata Atlântica nos últimos 7 anos, segundo medições por satélites feitas pelo INPE em convênio com as ONGs SOS Mata Atlântica e Instituto Sócioambiental. Em cinco anos, entre 1990 e 1995, o Estado do Rio perdeu 140.372 hectares de Mata Atlântica e em dois anos, entre 1995 e 1997, a perda em 40 municípios dos 91 do Estado, foi de 15.689, o equivalente a quase um campo de futebol de florestas por hora! A principal atividade depredadora das florestas nativas fluminenses, apontada pelo satélite, tem sido a prática de queimadas para ampliação ou limpeza de pastos ou como estratégia de produtores rurais empobrecidos para evitar a aquisição de adubos e fertilizantes para suas terras com baixa produtividade, recorrendo às queimadas como forma de ampliar áreas produtivas devido às cinzas da própria floresta queimada. Se tomarmos como parâmetro o modelo adotado na Costa Rica onde, para cada 1000 ha de florestas estima-se a absorção de 30.000 t C durante um período de 10 anos. Isso significa que as queimadas, além de lançarem carbono na atmosfera, eliminaram, de 1990 a 1997, 156.061 hectares de florestas que antes retiravam, num período de 10 anos, cerca de 4,6 milhões de toneladas de carbono da atmosfera.
Por exemplo, para cada 1000 ha de plantio de espécies nativas para reabilitação de matas ciliares estima-se a absorção de 30.000 t C durante um período de 10 anos, no valor de US$ 300,000 (a US$10 por tonelada C). Tal valor possivelmente será maior, uma vez que a demanda por créditos de captação de carbono só tende a crescer e seu valor a subir. É necessário, porém, que os projetos de captação de carbono sejam devidamente registrados e sua taxa de captação calculada para emissão dos respectivos certificados. |
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