A Fundação S.O.S. Mata
Atlântica e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)
lançaram o Atlas Janeiro/1995-2000, uma publicação
cujo levantamento contou com a participação de fiscais
do Instituto Estadual de Florestas (IEF) e que revelou que da área
total original de Mata Atlântica, apenas 17% estão preservados,
sendo o desmatamento de pequenas áreas o que mais diminuiu o
percentual de Mata Atlântica do Estado do Rio de Janeiro. Mesmo
tendo diminuído o ritmo do desmatamento no Estado, a derrubada
de florestas continua, principalmente em áreas de especulação
imobiliária, margens de rios e proximidades de nascentes.
Segundo o novo Atlas, de 1995 a 2000, foram desmatados 3.773 hectares
de florestas naturais, ou seja, 0,51 do que restava em 1995. As áreas
mais críticas estão nas regiões norte e noroeste
do Estado. Na Região Sul, houve a maior perda de área
de restinga, o equivalente a 155 hectares. Já a maior degradação
de mangue - 142 hectares - foi registrada no município do Rio
de Janeiro.
Hoje, têm-se alguns desafios, como, por exemplo, deter os pequenos
desmatamentos que acontecem na esfera dos municípios no interior
do estado, associados ao pequeno produtor rural que retira lenha da
mata nativa para sua subsistência. Projetos de reflorestamento
comercial e de conservação (ecológicos) mostram-se
como única solução para essa questão.
O desmatamento em áreas de declividade acentuada pode ocasionar
a erosão do solo e o deslizamento de encostas, com soterramento
de casas, assoreamento de córregos e rios, bem como a interdição
de estradas, dificultando o acesso a várias localidades, etc.
Estas situações exigem do poder público ações
imediatas que envolvem gastos elevados e alertam para a necessidade
imediata do reflorestamento destas áreas.
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Durante o período de chuvas, as chances de deslizamento
aumentam. As enchentes, cada vez mais freqüentes, agravam os riscos
durante o período de chuvas. Tudo isto é causado por falta
de cobertura vegetal.
Deslizamentos, erosões, e enchentes poderiam ser minimizados,
ou até mesmo evitados, através de (i) manutenção
e/ou recomposição das matas ciliares que margeiam córregos
e rios, (ii) reflorestamento em áreas estratégicas dentro
das bacias hidrográficas, (iii) redução da carga
de lixo em áreas urbanas.
Cobertura Florestal na Região Noroeste Fluminense
Região Noroeste do Estado do Rio de Janeiro Município
Percentagem
Aperibé - 0.17%
Bom Jesus - 3.60%
Cambuci - 9.50%
Italva - 0.46%
Itaperuna - 4.15%
Itaocara - 1.20%
Laje do Muriaé - 0.96%
Miracema - 7.22%
Natividade - 2.30%
Porciúncula - 1.60%
Pádua - 1.10%
Ubá - 0.60%
Varre-Sai - 1.20%
Em média, a área de cobertura florestal na região
Noroeste Fluminense é de 2.38%
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