07/04/2003
Comunicado à imprensa nº 2
Florestal Cataguazes ltda.
A Florestal Cataguazes, que é proprietária
da área onde se registrou o acidente de rompimento de barragem
em rios da região, alerta os veículos de comunicação
para distorções de tratamento do assunto, que não
pode ser motivo de aproveitamento político e de linchamento público
de pessoas e empresas. Esclarece mais:
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1. O mandado de prisão preventiva do proprietário
da empresa, João Gregório de Bem - que sabemos apenas
pela imprensa - e do diretor administrativo Félix Santana,
é um ato ilegal, que paralisa e prejudica as medidas que a
Florestal Cataguazes está buscando efetivar para minimizar
e resolver os problemas decorrentes do acidente.
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2. Embora a Indústria Cataguazes de Papel
que, reafirmamos, não tem relação com o acidente
e a Florestal Cataguazes pertençam ao mesmo grupo empresarial,
suas operações são distintas. A barragem acidentada,
situada na Florestal Cataguazes, fica na Fazenda Bom Destino, a 18
quilômetros da Indústria de Cataguazes de Papel e do
município de Cataguases/MG. Esclareça-se que as duas
empresas pertencem ao grupo Iberpar Empreendimentos e Participações
Limitada e ao empresário João Gregório de Bem.
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3. Segunda-feira, 7 de abril, especialistas da
Fundespa (Fundação de Estudos e Pesquisas Aquáticas),
contratados pela Florestal Cataguazes, estarão dando início
a diligências para realizar um diagnóstico sobre o acidente
e propor soluções adequadas.
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4. A Florestal Cataguazes, ao contrário
do que se divulga, sempre vistoriou e prestou manutenção
no tanque acidentado, assim como no remanescente.
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5. A Universidade Federal de Viçosa (MG),
a pedido da Florestal Cataguazes, coletou amostras tanto das águas
contidas nos rios Cágado e Pomba, assim como do produto remanescente
no seu reservatório, cujos resultados são diferentes
dos que têm sido divulgados e, parte deles, inclusive, está
dentro dos parâmetros da legislação ambiental.
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6. A Florestal Cataguazes enfatiza que a solução
deste grave acidente, fora do palco da mídia, passa por providências
concretas, pela serenidade da Justiça e pela preservação
de 300 empregos diretos e cerca de 1.000 indiretos da Indústria
Cataguazes de Papel, que está distorcidamente envolvida no
assunto. Reafirmamos que o processo de produção da Indústria
de Cataguazes de Papel não tem qualquer relação
com o rompimento dos tanques.
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7. Os tanques mantidos pela Florestal Cataguazes
existiam no local há 15 anos, fruto de um termo de acordo da
antiga Indústria Reunidas F. Matarazzo, que funcionava no local,
com os órgãos ambientais. A Matarazzo, responsável
pela armazenagem da soda cáustica no local, faliu há
15 anos, e a fábrica passou então a ser gerida pelos
funcionários por força de uma adjudicação
judicial. A empresa Florestal Cataguazes, ao adquirir a fazenda da
Indústria Matarazzo, assumiu o depósito do produto.
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8. A atuação da Florestal Cataguazes
é pró-ativa, no sentido de buscar, junto a especialistas
de meio ambiente e às autoridades competentes, os meios de
solucionar os passivos ambientais. A empresa lamenta profundamente
o acidente que assim deve ser tratado - e deixa claro que em nenhum
momento irá se furtar à busca de uma solução
rápida e eficaz que garanta a tranqüilidade de todos e
o emprego dos seus funcionários.
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9. Medidas jurídicas estão sendo
tomadas para salvaguardar a liberdade e os direitos individuais daqueles
que diretamente estão afetados com a possibilidade de uma prisão
arbitrária.
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10. Finalmente, deixamos claro que a empresa está
aberta para prestar os esclarecimentos que se fizerem necessários.
Para que as informações passadas aos veículos
de comunicação sejam corretas, uma entrevista coletiva
está sendo organizada para o início da próxima
semana, em local e horário a ser definido.
Fonte: J.A Khattar Advogados Associados
Advogado José Antonio Khattar.
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