15/04/2003 RIO DE JANEIRO - O Tribunal Regional Federal (TRF) do Rio de Janeiro concedeu liberdade provisória aos empresários Félix Santana Arenciba e João Gregório do Bem, sócios da Indústria de Papel Cataguases. Eles foram apontados como responsáveis pelo derramamento de substâncias tóxicas nos rios Pomba e Paraíba. A decisão foi tomada pelo desembargador federal Paul Erik na noite de segunda-feira. O mandado de prisão contra eles foi expedido no dia 3 de abril pelo juiz Marcelo Segal, da 1ª Vara Federal de Campos, no Norte Fluminense, uma das cidades atingidas pelo desastre ecológico. Santana foi preso há uma semana em São Paulo e Gregório continuava foragido. Para decretar a prisão, o juiz de Campos baseou sua decisão em três pontos: a empresa estaria operando normalmente mesmo com o risco de um novo despejo de rejeitos calculado em 700 mil litros; a possibilidade de fuga dos dois diretores e o clamor popular. A empresa foi fechada e multada pelo Ibama em R$ 50 milhões. Em 29 março, 1,4 bilhão de litros de resíduos
tóxicos vazaram de uma barragem da fábrica Cataguases, em
Minas Gerais, e contaminaram os rios Pomba e Paraíba do Sul. O
desastre deixou cerca de 500 mil pessoas sem água nos Estados de
Minas Gerais e Rio de Janeiro.
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