31/03/2003 BELO HORIZONTE - A Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais (Semad) informou, em nota de esclarecimento, que a empresa responsável pelo vazamento de resíduos tóxicos em Cataguases, na Zona da Mata mineira, a Cataguazes Indústria de Papel, está em situação irregular por descumprir exigências do Conselho de Política Ambiental (Copam). A empresa foi autuada em 1995 por causar poluição e funcionar sem a Licença de Operação (LO). Até hoje, a Cataguazes não conseguiu providenciar novo licenciamento e será multada em até R$ 74 mil. De acordo com o presidente da Fundação Estadual de Meio Ambiente Feam, Ilmar Bastos, o órgão está encaminhando uma queixa criminal contra os responsáveis pela empresa no Ministério Público, que se baseará nos resultados do relatório técnico. Conde ainda informou que o vazamento foi contido, mas a Fundação não tem condições de barrar os resíduos que já foram despejados no rio Pomba. - Conter este tipo de acidente é muito complicado. Não dispomos de uma metodologia que possa barrar o vazamento. O trabalho que pode ser feito é o de prevenção, evitando que acidentes como este ocorram, explicou Bastos. A Feam exigirá que a Cataguazes realize uma investigação sobre a possibilidade de contaminação de lençóis freáticos na área afetada pelo vazamento. - Sabemos da gravidade do acidente e a Secretaria está adotando todas as medidas legais cabíveis para minimizar os impactos causados pelo acidente e, ainda, prestar esclarecimentos e orientações à população atingida pela barragem, informou o secretário de Meio Ambiente, José Carlos Carvalho. Ilmar Bastos está a caminho do Rio de Janeiro, onde se encontra com a presidente da Federação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente do Rio de Janeiro (Feema), Isaura Fraga, e com o vice-governador do estado e secretário estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano, Luiz Paulo Fernandez Conde, para discutirem as ações a serem tomadas a respeito do acidente ecológico ocorrido em Cataguases, na Zona da Mata mineira. A governadora Rosinha Matheus informou esta manhã
que está acompanhando de perto o desastre ecológico. Várias
cidades do noroeste fluminense estão em estado de calamidade pública
em conseqüência do vazamento. Mais de 20 milhões de
litros de produtos químicos foram lançados, na sexta-feira,
no Rio Pomba, que corta o Noroeste e o Norte Fluminense.
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