11/04/2003
Termina o prazo da Ingá - Empresa deve iniciar obras contra poluição

Hoje, às 12h30, vence o prazo dado pelo procurador-geral do Estado à Companhia Industrial Mercantil Ingá, no município de Itaguaí, para iniciar os trabalhos de contenção do dique de armazenamento de material altamente tóxico. A decisão veio depois que policiais da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente estiveram nas instalações da empresa para garantir o início das obras, já que, na terça-feira, funcionários da empresa contratada pela Superintendência Estadual de Rios e Lagoas (Serla) para fazer o serviço foram impedidos de trabalhar por seguranças armados da companhia.

A Ingá, que faliu em 1998, produzia zinco metálico e tem um histórico de acidentes ambientais. Em 1996, foi responsável por um vazamento de grandes proporções, e a empresa tentou impedir a entrada da fiscalização municipal.

Em 25 de janeiro, laudo de vistoria da barragem, realizado pela Divisão de Solos e Estrutura da Serla, constatou a ameaça de transbordamento e a presença de pontos de infiltração. A partir de então, tiveram início as ações necessárias para se tentar obter junto à massa falida da Ingá a execução das obras.

Enquanto o Estado não chegava a um acordo com o síndico da massa falida, Nelson Ribeiro Filho, várias outras vistorias foram feitas na Ingá. Na última, na segunda-feira foi constatado que, com as chuvas intensas, os níveis do reservatório estavam próximos da borda. Com isso, foi decidido que obras emergenciais eram necessárias para evitar o transbordamento.

As obras na Ingá devem custar cerca de R$ 30 milhões aos cofres públicos, segundo a Fundação Estadual de Engenharia de Meio Ambiente.