| 17/06/2003 Município entrou com ação de responsabilidade. O prefeito de São Francisco de Itabapoana, Pedro Cherene, entrou ontem com uma ação de responsabilidade civil na Vara Única da Comarca de São Francisco de Itabapoana contra a Indústria Cataguazes Papel e Florestal Cataguazes (MG). O procurador do município, Enaldo Barreto, disse que cerca de duas mil pessoas foram prejudicadas após o vazamento dos rejeitos químicos da empresa. O chefe do departamento de Processos Inorgânicos da Escola de Química da UFRJ, Oswaldo Galvão, informou que a extensão do vazamento foi grande e a existência de metais trará conseqüências desastrosas. “A soda cáustica e outros produtos orgânicos serão absorvidos e só decompostos depois de muito tempo”, explicou. Para o phD em Ecologia e professor da UFRJ, Francisco Esteves, quando chega a ocorrer a morte de peixes, todas as cadeias alimentares são alteradas. "Esse tipo de desastre é um dos acidentes aquáticos mais graves que se têm conhecimento, porque suas conseqüências podem durar anos", comentou. A Empresa Vecttor, em 1999, alertou à Indústria Cataguazes sobre os afloramentos no talude de jusante. O reservatório de rejeitos da empresa foi construído há aproximadamente 10 anos com a finalidade de armazenamento temporário de dois anos. O acidente ecológico causou a morte de quase toda a fauna fluvial, bem como parte do rebanho bovino e ovino de fazendas da região. Trouxe transtornos à rede hoteleira do município, que teve cancelamento de várias reservas. Além disso, a pesca e a captura de caranguejo, as principais fontes de sobrevivência dos pescadores da região, foram suspensas.
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