| 24/04/2003 Técnicos orientam que, devido ao veneno que vazou no rio, a água continua sendo consumida com restrições. O veneno que provocou a mortandade de peixes e outros animais nos rios Pomba, Paraíba do Sul e no mar, já não é mais visto na superfície das águas, mas no fundo – na areia - ainda permanecem alguns resíduos de agentes poluidores que fazem mal à vida de bichos e seres humanos. No entanto, muita gente pouco informada está comendo peixe do rio e assegura que “a sujeira foi toda pro mar”. Contudo, um informe publicitário na TV informa que a água (in natura) do Rio Paraíba do Sul não deve ser consumida pelos animais, nem utilizada para irrigação e banho. O Centro de Controle de Zoonozes (CCZ) anunciou que recolheu amostras de peixes mortos no rio e encaminhou para o laboratório da Universidade Federal do Rio de Janeiro nos primeiros dias da mancha, mas até hoje não divulgou os resultados. A utilização da areia também está proibida
pela Fundação Estadual de Meio Ambiente (Feema), e as
muitas bombas dos areais, espalhadas em diversos pontos do Paraíba
do Sul em Campos, estão desligadas (outras não), provocando
desemprego, prejuízos para operadores de máquinas, carroceiros
e caminhoneiros. Curimatã e acará Ele informa que a partir do dia 6 deste mês, (quatro dias após a mortandade de peixes provocada pelo acidente), foram encontradas espécies de curimatá e acará no trecho que abrange as águas a partir de Santo Antônio de Pádua, Itaocara, Aperibé, Cambuci e localidades diversas até a Fazenda Pedra, a cerca de 20 quilômetros de Campos. “As águas sujas passaram em São Fidélis no dia 2 de abril e no fim do dia 5 encontramos algumas acarás (peixe resistente). “Hoje tem muito pouco peixe no rio e assim que for autorizado vamos novamente trabalhar para repovoar o rio”, declarou Joacy, que juntamente com cerca de 600 pescadores da Z 21 perderam um trabalho de repovoamento feito com alevinos ao longo do rio, conforme lamenta o vice-presidente, Domingos José Afonso: “Eu pesco no Paraíba há 50 anos e me assustei com a quantidade de grandes peixes mortos ao longo do rio. Fizemos um trabalho duro para repo-voar o rio há pouco tempo. Alguns dias antes da contaminação, fizemos um recenseamento e contabilizamos 2010 lagostas e muitos peixes, mas agora a situação é preocupante”, enfatizou Domingos, lamentando o estado em que se encontram os demais pescadores da região afetada.
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